Sunday, May 29, 2011

Mídias Sociais: um grande desafio

Acredito que a maior parte dos profissionais de comunicação, que lidam com as mídias sociais, compartilham do pensamento acima.

Não sei vocês, mas diariamente, na base da tentativa e do erro estou aprimorando meu conhecimento sobre esse misterioso e maravilhoso mundo. Na própria rede podemos encontrar muitas informações sobre esses novos canais de comunicação, mas creio que só o dia a dia nos faz compreender qual é a melhor opção para os objetivos que temos.

Nos últimos tempos, aprendi algumas coisas e quero compartilhar com vocês. Não sei quantos de vocês chegaram a ler o post "Mídias sociais, existe a melhor opção", resumidamente, eu dizia que cada um desses novos canais, embora na mesma plataforma - web, atingem diferentes públicos e saber dosar o percentual de cada um deles na sua comunicação não é nada fácil, você só conseguirá entender isso com o tempo.

Outra questão que tem tomado bastante tempo da minha atenção, é o SEO. Parece ser simples, mas na verdade não tem nada de simples. A grande dúvida ainda é saber quais são as palavras de maior valor na NET. Com elas, sem sombra de dúvidas, você irá atrair mais ou menos audiência. O Goodle AdWords é ótimo meio para começar esse trabalho.

Ao longo desses meses descobri uma série de coisas e confesso, se eu fosse começar um planejamento de comunicação nas mídias sociais, minha estratégia seria diferente.

Eu faria da seguinte forma:
- Faria um mapeamento da rede para entender o que as pessoas andam falando sobre mim.
- Definiria os meus objetivos com base na análise acima. Por que eu vou usar as mídias sociais? Eu quero iniciar um relacionamento, resgatar, encerrar, estreitar ou simplesmente aumentar o "awareness" que o mercado tem da minha marca.
- Em que canais eu encontro a minha audiência? Preciso começar a utilizar todos juntos ou posso fazer isso por partes?
- Quais são as mensagens chaves que eu quero compartilhar. Fazer uma lista com os principais tópicos e tentar elencar em cada um deles uma dezena, quem sabe até centenas de itens chaves para divulgar.
- Dentre esses tópicos, quais deles são os mais procurados no site que eu já possuo. Vamos otimizar e usar isso para o meu favor.
- Como eu vou monitorar a rede? Quais ferramentas eu tenho que utilizar, quantas pessoas estarão envolvidas nessa tarefa?
- Como mensurar a menção do meu nome?
- Criar um matriz de menção X qualidade.
- E por fim melhorar, e corrigir o que não está bom....evoluir sempre.

Claro que eu já mudei o meu planejamento, mas como disse, se estivesse começando tudo agora, tenho certeza que os resultados aconteceriam mais rapidamente.

Quanto mais eu trabalho nesses canais, mais eu percebo o tamanho do desafio. Estou procurando cursos de aperfeiçoamento nessa área, se souberem, compartilhem.

Eu já tomei a minha decisão, serei uma especialista em mídias sociais. Adoro ter que me reinventar diariamente! E você?

Monday, May 16, 2011

Liderar x Gerenciar

Esse foi o tema da palestra de Eugênio Mussak, no último Mix de Comunicação da Aberje. Sem sombra de dúvidas, na minha opinião, foi uma das melhores apresentações do evento.

Antes de começar o post, quero compartilhar uma excelente fala do palestrante: "Você descobre que tem vocação para determinado trabalho quando se sente feliz ao fazer aquilo". Apesar de ser uma frase simples, vale uma reflexão. Não precisa fazer isso agora, mas guarde naquele caderninho de anotações e, de vez em quando, dê uma olhada e tire suas conclusões.

Após essa rápida parada, vamos adiante.

Mussak começou a palestra dizendo que existe diferença entre gestor e líder e você não necessariamente precisa ser líder para gerir pessoas ou se gestor para liderar pessoas. Eu enxergo essa questão da seguinte maneira, se você for um gestor é importante que também seja lider. No meu ponto de vista, o líder em sua essência consegue extrair o melhor de cada integrante da sua equipe ou até mesmo de seus pares, pois entende que as pessoas têm sentimentos e pensam, o líder é o espelho da sua equipe; e o gestor é capaz de atribuir as tarefas de acordo com o perfil de cada pessoa para atingir o melhor resultado. Nessa kinha de raciocínio, o palestrante disse: "os líderes compreendem que não é possível controlar as pessoas,  mas eles entendem sim que o importante é motivar, inspirar, influenciar. Os gestores, por sua vez, são bons em controlar, sabem como planejar, organizar processos, gerenciar os interesses da organização". Ainda bem que a liderança é uma característica que pode ser desenvolvida, basta que você se prepare para isso.

Outro tópico interessante, foi a questão da cultura. Eugenio disse que nós temos a necessidade de viver em grupo e estabelecer conexões com àqueles com os quais nos identificamos. Até o século XIX os quatro principais grupos eram:
1. Família
2. Escola
3. Igreja
4. Estado

Durante o século XX vimos surgir um quinto provedor de valor: a empresa. E, infelizmente, na atualidade esses itens já não tem a força que tinham, mas eu sinto que os jovens profissionais passaram sim a se preocupar mais com isso. Há dois meses atrás, a Época Negócios trouxe uma série de reportagens dizendo que a geração Y busca sim empresas com os mesmos valores que os seus, e tópicos como ética, sustentabilidade, respeito, oportunidades de inovação; estão entre os itens mais valorizados.

As empresas que buscam mais competitividade tem que saber trabalhar os seus valores, sua cultura, suas pessoas, de forma a manter o brilho nos olhos e conquistar o engajamento dessa turma. As empresas têm que ser líderes e gestoras e, uma vez que são formadas por pessoas, precisam ter os mais variados perfis, os líderes, os gestores e os gestores líderes.

Tenho insistido muito no seguinte ponto, o mundo está em um período de transformação, se você não alinhar sua identidade à sua imagem continuará sempre no mesmo ritmo, pois continuará atraindo ou retendo os profissionais errados para as vagas erradas. Fazer o que você diz é a premissa básica de qualquer negócio .

Friday, May 13, 2011

11º MIX Aberje de Comunicação Interna e Integrada

Hoje, felizmente, a minha sexta-feira não teve nada de treze, muito pelo contrário, foi repleta de aprendizado e desenvolvimento pessoal e profissional.

Antes de continuar o post, quero registrar mais uma vez que eu sou alucinada pela vida acadêmica. Podem anotar, eu ainda vou virar professora. Não preciso falar de qual disciplina, preciso? 

Vamos voltar ao foco do post...rs! Hoje participei do 11º MIX Aberje de Comunicação Interna e Integrada e aprendi uma série de coisas, que faço questão de compartilhar com vocês. O evento rendeu muitas anotações, por essa razão, vou abordar cada um dos temas em diferentes posts. 

A abertura do evento foi feita pelo diretor-geral da Aberje e professor da ECA-USP, Paulo Nassar. O tópico da apresentação dele que mais me chamou atenção foi o seguinte: "O profissional de comunicação tem que se aprimorar constantemente. Além disso, tem que ser uma pessoa culta, não apenas no sentido de conhecer e entender sobre diferentes temas, mas acima de tudo, saber cultivar as relações, possuir a técnica, se preocupar com estética e design e conhecer diferentes culturas".  

Juntando essa frase com as palestras do dia e com as minhas crenças criei o seguinte pensamento: a comunicação é uma atividade multidisciplinar. Um bom profissional dessa área precisa conhecer sobre psicologia, ciências humanas, história, geografia, português, matemática, medicina, sociologia, filosofia... como desenvolver planejamentos de comunicação sem saber o que é a pirâmide de Maslow, por exemplo.

Muitas pessoas e, eu arrisco dizer, muitas empresas ainda pensam que fazer comunicação é algo simples, que qualquer um pode desenvolver. Mas, percebo que essa máxima está em decadência e a visão simplista sobre o que é comunicação e como fazê-la para todos os stakeholders está mudando. Dia após dia, leio, ouço e aprendo com diferentes pessoas que as empresas estão aprendendo e entendendo a importância da comunicação nos dias de hoje.

Seja por conta das mídias sociais, do aumento de market share, da necessidade de desenvolvimento de uma governança corporativa, ou por muitas outras razões, os diretores, gerentes e equipes de comunicação estão cada vez mais próximas do CEO. Uma área que antes era considerada um mero acessório, agora é  parte estratégica do negócio - tem um post antigo sobre esse assunto (O contador de coxinhas). Motivo de muito orgulho...rs!

Mas, agora me conte, você procura se reciclar constantemente? Interage com diferentes áreas para buscar os melhores resultados? Hierarquicamente responde para quem?

p.s; não percam, durante a semana farei novos posts sobre o evento.

Saturday, May 7, 2011

Mídias sociais, afinal o que é isso?

Não se preocupem, o objetivo desse post não é explicar o que é cada um dos novos canais que fazem partem das chamadas mídias sociais, mas sim contar uma experiência muito bacana que eu tive essa semana.

Há duas semanas atrás, minha chefe me chamou na sala dela e me convidou para participar do dia das mães que a empresa estava organizando. Na verdade, ela disse que nós duas faríamos uma apresentação sobre Mídias Sociais. A ideia era mostrar para as mães dos funcionários quais são essas ferramentas e como utilizamos no nosso dia a dia, tanto para fins empresariais como pessoais.

Foi a experiência mais bacana que eu já encarei! Nós nos apresentamos em dois dias, no primeiro dia fomos para Guarulhos e conversamos com cerca de 40 mamães, no segundo dia falamos com  as mães dos funcionários de Osasco, tinham aproximadamente 65 participantes. A faixa etária era bem variada, de 40 até 80 anos.

Surgiram histórias muito interessantes, uma mãe contou que aprendeu a fazer o imposto de renda no Youtube, outra contou que faz amigos pelo mundo todo através das redes sociais, e a mais emocionante, foi a história de uma mamãe que contou que há 20 anos atrás o marido dela resolveu vender placas de vídeo para computadores e ela achou que isso nunca daria certo, mas, de acordo com ela, não só deu certo e olhe só, hoje, duas mulheres estão contando como utilizar o computador como um meio de comunicação para compartilhar conhecimento e informações.

Algumas mães disseram que ainda não tem facebook, orkut, twitter, mas a grande maioria já ouviu falar sobre isso. Muitas também contaram que os filhos não tem muita paciência para ensinar, então elas acabam não entrando nas redes, às vezes até por medo de estragar o computador. Eu a Marisa (minha chefe) incentivamos que elas façam parte das redes, é bacana para reencontrar amigos e até mesmo ficar mais próximo de pessoas queridas.

Como eu mencionei na palestra, o que mais me fascina nesses novos meios é a possibilidade de compartilharmos conhecimento. Veja só, eu tenho um blog onde compartilho minha opinião sobre comunicação, redes sociais, enfim temas que são meu expertise. Se não fosse a era 2.0, meus pensamentos estariam guardados só para mim.

Outro ponto que eu ressaltei foi a incrível dinâmica que permeia esse mundo virtual. A interação com as pessoas é instantânea, eu escrevo, você dá um retweet ou faz uma pergunta e eu respondo. Apesar da distância e da falta do contato face a face, eu vejo nesses novos meios a humanização dos processos de comunicação. Do ponto de vista empresarial sinto que é isso que nós faz ser mais ou menos competitivos do que a concorrência. Mostrar para as pessoas que por trás de uma organização existem pessoas que fazem aquilo acontecer. Para mim, esse relacionamento é sim uma vantagem competitiva e, eu como Relações Públicas - e uma das responsáveis por esse canal de comunicação, me sinto lisonjeada em designar esse papel.

Antes de finalizar esse post, quero contar mais uma coisa, a minha mãe assistiu a minha apresentação, o que tornou essa oportunidade ainda mais especial. Mãe, obrigada por ser essa pessoa maravilhosa e especial, sem você eu não seria 1/3 da pessoa que sou.

Desejo para todas as mamães um excelente domingo, cheio de amor, paz e trocas de informação!

Monday, May 2, 2011

Alguma coisa está errada

Estava lendo a última edição da Revista Exame (Em guerra com o consumidor, edição 991, ano 45, número 8, 04/05/2011) e fiquei um pouco chocada ao ler a matéria A maldição do Ipad.

Nessa reportagem, Cristiane Mano, comenta sobre o ebook - The Great Stagnation. De acordo com Cristiane, o autor do livro, Tyler Cowen, economista americano, diz que a estagnação econômica dos Estados Unidos é resultado da evolução tecnológica, isso porque, a internet não gera receitas e empregos de maneira expressiva; as inovações tecnológicas geram mais ganhos particulares do que públicos e o ritmo das inovações diminui.

Tudo bem, eu vivo em outro país, mas acho difícil acreditar nas afirmações acimas. Para mim, um princípio básico da era 2.0 é o aumento da colaboração, que consequentemente acelera as resoluções de problemas e as grandes descobertas. Veja por exemplo, o site Battle of concepts, quantas soluções e inovações não surgiram através dos desafios propostos nesse canal? As empresas usam canais como esse para solucionar questões e fazer hunting, muitas utilizam essas "batalhas" para atrair talentos. Ainda há muito a evoluir, como eu sempre digo, estamos descobrindo como utilizar esses meios efetivamente e ainda encaramos a fase da tentativa e erro, mas em breve desfrutaremos desse cenário com mais segurança.

Talvez eu seja muito geração Y mesmo, mas não consigo imaginar vida sem web 2.0, sem interação, sem troca de conhecimento. De todos os benefícios dessa nova era, o que mais me fascina é a possibilidade de conversar e trocar ideias e conhecimento com pessoas de diferentes locais e com diferentes histórias. Ouvir opiniões distintas sobre determinado assunto é sempre muito positivo e eu enxergo essas oportunidades como excelentes situações para crescimento e amadurecimento de conceitos e ideias. 

Ultimamente, tenho utilizado o linkedin com o objetivo de trocar ideias e aumentar meu conhecimento sobre os próximos desafios para o Brasil e, devo confessar, essas conversas na rede têm me ajudado e muito com o meu trabalho diário. 

Antes de finalizar, acabei de receber um alerta do Blog A quinta onda. Mauro Segura, autor do blog, publicou o post "Todas as pesquisas mostram que os brasileiros adoram as mídias sociais, já as empresas..." de acordo com o texto, os brasileiros adoram trocar experiência e compartilhar informações, ou seja, nos Estados Unidos esses meios podem ser o problema da nação, no Brasil a situação não é bem essa.

Sunday, May 1, 2011

Mudanças são necessárias

Não sei se vocês lembram do post "Os próximos desafios". Nesse tópico, eu menciono sobre o apagão de talentos que estamos enfrentando e digo que para encararmos essa questão precisamos alcançar uma vantagem competitiva frente ao mercado. Falar assim parece fácil, mas o que realmente nos tornará mais competitivos?

Essa não é uma questão simples de ser respondida, por essa razão compartilhei o tema com alguns grupos com os quais me relaciono no Linkedin. As respostas mais comuns que apareceram foram:
- flexibilização do horário de trabalho;
- desenvolver equipes multifuncionais, que trabalhem no mesmo local ou até mesmo a distância;
- reconhecimento profissional (não apenas em termos de remuneração, mas principalmente oferecer oportunidades de aprendizagem e novos desafios);
- estar mais aberto a inovação e ouvir as ideias dos colaboradores;
- humanizar as relações;
- não somente ter uma cultura organizacional, missão, visão, valores, estampados pela empresa, mas de fato colocar esses tópicos em prática.

Essas respostas nos mostram que os profissionais, indepente de ser geração Y, X, G (descobri, em uma reunião com um fornecedor, que a geração G é aquela que só compra produtos de empresas sustentáveis)...buscam empresas que enxergam o profissional como parte essencial daquela estrutura e não somente como mais um número.

Antigamente, os salários eram o principal atrativo, mas hoje, eu arrisco a dizer, que além disso nós buscamos qualidade de vida, empresas éticas e, acima de tudo, relações. É importante saber que por trás de todos os processos existem pessoas. Minha percepção sobre o mundo atual é a seguinte: vivemos na era da modernidade líquida, você pode se conectar a mil pessoas facilmente, mas isso não quer dizer que essas pessoas são seus melhores amigos e que você tem um super contato com elas. É por isso mesmo, que estamos carentes de relações sólidas. As empresas que souberem trabalhar o relacionamento com seus funcionários, clientes, fornecedores, sem sombra dúvidas, serão as mais lembrada, mais comentadas, mais almejadas.

Porém, essa mudança só acontecerá quando o grupo de pessoas da organização enxergar o todo e não só a sua parte.

O papel dos profissionais de comunicação nesse processo é conseguir o engajamento desse público, é mudar a cultura não só de uma empresa, mas de uma linha de pensamento que acompanha gerações e gerações. Vejo muitas oportunidades de crescimento para nossa área. Nós deixamos de ser só o operacional e passamos a ter um papel estratégico, vencer desafios é o nosso trabalho nós somos o primeiro ponto para essa transformação,  e, por favor, se vocês não concordarem comigo me digam.

E você, o que pensa sobre esse assunto?